Mais um dia de insônia. Já fiz tudo que devia ser feito da minha rotina rotineiramente rotinesca. Acordei meio gripada, mas infelizmente, não estava. O “infelizmente” é porque eu adoraria passar horas e horas dormindo, sem pensar, só sonhando, fora desse mundo que tanto me atrai e me repulsa.

Melhor da dor, não da solidão. Melhor da tristeza, mas não da dor de não ter mais voz, mais alegria, mais gargalhadas, piadas e músicas de alguém tão forte. Quando me sinto fraca, sem forças pra sair da cama, é em você, no meu Branquinho, no meu Pequeno Príncipe, no meu priminho, na priminha do meu amor, no meu amor, na minha boneca e filha, nos meus queridos amigos pra poder realmente viver a realidade do Mundo.

Amo escrever desde que me entendo por gente, meus diários sarcásticos devem estar com mofo, empoeirados ou com fungos, mas ainda não é o momento de vê-los. Não quero voltar para o passado agora. Durante muito tempo da minha vida, vivi dele e agora, tudo que eu não quero é voltar a ele.

Tenho um futuro tortuoso pela frente, assim como sempre foi minha vida, não a toa a música do “Trem do Futuro” sempre me atraiu:

Siga, siga mesmo em zigue zague…

Essa realmente sou eu!

A mãe, a filha, a enfermeira de cães e idosos, a fotógrafa que apenas recebe elogios, a “que nunca será nada”, já dizia o grande amigo de insônia Pessoa.

Sinto o sono mais forte chegar, Buana chegou e me lambeu. SAUDADE.

Anúncios