No dia 19 de janeiro, fez 30 anos que perdemos nosso “Furacão”,
nossa “pimentinha” Elis Regina, assim apelidada por Vinícius de Moraes.
Nem é preciso explicar o porquê! Mulher de personalidade forte, voz
suave e potente, interpretação visceral no palco, como poucas. Uma
artista em todos os sentidos! E, claro, polêmica.

Uma de suas várias frases de impacto: “Sempre vou viver como camicase.
É isso que me faz ficar de pé.”

Além de tudo isso, ainda tinha um “faro musical” impressionante.
Descobriu grandes compositores e intérpretes, tais como João Bosco, Aldir
Blanc, Paulo Coelho, Gonzaguinha, ao cantar músicas de sucesso como “O
bêbado e a equilibrista”, “Romaria”, “Me deixas louca”, “Redescobrir”…

Elis gravou mais de 23 álbuns, incluindo os de estúdio e ao vivo, passando
por vários gêneros musicais como Bossa Nova, Jazz, Samba e Rock. Esteve
presente em Festivais como o III Festival de Música Popular Brasileira,
saindo vitoriosa com o prêmio de Melhor Intérprete.

Fez grande sucesso na Europa, principalmente na França, onde se
apresentou duas vezes num mesmo ano, em 1968, no Olympia de Paris.

Casou-se duas vezes, tendo um filho com Ronaldo Bôscoli, João Marcelo
Bôscoli, e dois com o César Camargo Mariano, Pedro Mariano e Maria
Rita. Coincidentemente ou não, todos músicos.

Talvez seja polêmica minha opinião, mas não consigo acreditar que Maria
Rita tenha voz e entonação tão semelhantes à mãe. E cantar, justamente
o mesmo estilo? Pra mim, é oportunismo. Aos admiradores da Maria
Rita, lamento, mas é minha opinião. Talvez por isso goste tanto da
Pimentinha…

Bem, quando recebi a sugestão da Renata Coelho de falar sobre Elis
Regina, pensei: “Isso é destino? Falar sobre a cantora que fazia minhas
noites tristes e solitárias, aos 15 anos, melhores ao ouvir sua voz
melodiosa gravada em minhas fitas cassetes?”

Logo, corri para a minha gaveta antiga e as peguei com todo orgulho. E
lembrei-me de que não a ouvia há tempos. Como pode? Só por que cresci
e conheci novas músicas, músicos e bandas? Não. Os tempos mudam… os
gostos mudam. Mas Elis sempre ficará e fará parte da minha vida. Minha
adolescência foi mais feliz graças a ela, e claro, a minha prima Vanessa,
que me apresentou a essa grande mulher.

Há vários anos, Elis novamente surgiria na minha vida como um
sonho. Num passeio inesquecível, uma voz surgiu no shopping
cantando “Fascinação”. Ali tive certeza, de que meu dia seria perfeito e
claro que foi!

Elis, obrigada por ainda existir em nossas vidas com suas músicas sempre
atuais e memoráveis! E sua voz…

*escrito em 05/02/2012

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